Os Poderes Executivo e Legislativo de Não-Me-Toque, em parceria com a OAB Subseção de Não-Me-Toque, realizaram na manhã desta sexta-feira (6) o ato que marcou a instalação do Banco Vermelho: Feminicídio Zero, na praça central do município. A iniciativa tem como objetivo chamar a atenção da comunidade para a importância do enfrentamento à violência contra a mulher.
O banco, pintado de vermelho e com a frase “Em memória de todas que não puderam sentar aqui”, simboliza a ausência das mulheres vítimas de feminicídio e reforça a necessidade de conscientização e prevenção da violência de gênero.
O Brasil e o Estado do Rio Grande do Sul apresentam índices preocupantes de feminicídio. Somente em 2026, já foram registrados 20 feminicídios consumados em pouco mais de 60 dias no estado. Em Não-Me-Toque, a comarca já expediu 24 medidas protetivas de urgência neste ano, evidenciando a importância de ações de prevenção, orientação e acolhimento às vítimas.
A solenidade contou com a presença do Prefeito Gilson dos Santos, da Presidente do Legislativo Neca Trennepohl Crestani, do Juiz de Direito da Comarca Dr. Tomás Hartmann, do Presidente da OAB – Subseção de Não-Me-Toque Jonas Ercego, da Conselheira seccional da OAB/RS Nara Piccinini, além de Vereadores, Secretários Municipais, autoridades, alunos da escola Girassol e representantes de entidades da comunidade.
Sobre o projeto
Instituído pela Lei nº 14.942/2024, o Banco Vermelho é um projeto internacional de intervenção urbana e conscientização que simboliza a luta contra o feminicídio e a violência de gênero, levando mensagens de alerta e informações de ajuda para espaços públicos.
A iniciativa teve origem na Itália, em 2016, idealizada pela ativista Tina Magenta, como uma forma de dar visibilidade à ausência de mulheres vítimas de violência doméstica e feminicídio.
O banco vermelho representa o lugar vazio deixado por uma mulher que perdeu a vida em decorrência da violência de gênero. A cor vermelha simboliza tanto o sangue derramado quanto o alerta necessário para interromper o ciclo de abusos.
No Brasil, o movimento ganhou força em novembro de 2023, com a fundação do Instituto Banco Vermelho (IBV), em Recife (PE), ampliando a instalação do símbolo em diferentes cidades do país e reforçando a mobilização pela proteção das mulheres.
